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sábado, 30 de maio de 2026

Flagstaff: O Refúgio de Altitude do Arizona Entre a Rota 66, Florestas Alpinas e as Estrelas

Crédito da foto: Discover Flagstaff

 Flagstaff carrega um título orgulhoso: foi declarada a primeira Cidade Internacional do Céu Escuro

Por redação Jacytan Melo Publicações
(com informações: Wikipédia, Real Seguro Viagem


Recife, PE, Brasil (Ano XV)
- Enquanto grande parte do Arizona ferve no calor do deserto, Flagstaff (ou simplesmente "Flag", para os íntimos) refresca a alma dos viajantes com suas quatro estações bem definidas, picos nevados e um centrinho histórico pulsante. Portão de entrada para o Grand Canyon, a cidade é um destino final completo, capaz de cativar tanto mochileiros quanto entusiastas da astronomia e da história americana.


A Cidade que Revelou Plutão ao Mundo

Crédito da foto: DarkSky.org

Flagstaff carrega um título orgulhoso: foi declarada a primeira Cidade Internacional do Céu Escuro (International Dark Sky City) do mundo. Há décadas o município protege suas noites da poluição luminosa com iluminações públicas especiais de tom âmbar, o que torna o seu céu um dos espetáculos mais nítidos do planeta.

É aqui que fica o lendário Observatório Lowell, fundado em 1894. Foi através de seus telescópios que o astrônomo Clyde Tombaugh descobriu o planeta anão Plutão em 1930. O observatório oferece uma experiência fascinante para os visitantes, permitindo observar constelações a olho nu ou através de lentes históricas profundas.

- Legado Lunar: Flagstaff também foi peça-chave na corrida espacial. Todos os astronautas das missões Apollo (incluindo Neil Armstrong) treinaram nos terrenos vulcânicos e mapearam a Lua usando a tecnologia da cidade antes de pisarem em solo lunar.

O Charme Nostálgico da Rota 66 e o Centro Histórico

Crédito da foto: Tripadvisor

O coração da cidade bate no ritmo do transporte ferroviário e dos anos dourados do automobilismo americano. A mítica Rota 66 corta o centro de Flagstaff, trazendo consigo uma deliciosa atmosfera vintage.

Caminhar pelo centro histórico é como fazer uma viagem no tempo: os edifícios de tijolos vermelhos da era vitoriana hoje abrigam cafeterias descoladas, lojas de artesanato local, hotéis icônicos (como o mal-assombrado Hotel Monte Vista) e uma premiada rota de cervejarias artesanais locais. 

 


Natureza Monumental: Dos Picos aos Cânions
 

Crédito da foto: flagstaff

Para os amantes do ecoturismo, Flagstaff funciona como um hub centralizado para explorar as maiores maravilhas geológicas e arqueológicas da região da foz do Colorado:

- Picos de San Francisco: Esta cadeia de montanhas vulcânicas domina o horizonte. No inverno, o complexo Arizona Snowbowl atrai esquiadores; no verão e outono, suas trilhas levam ao topo do Humphreys Peak — o ponto mais alto do estado, a 3.850 metros de altitude.

- Walnut Canyon National Monument: A poucos minutos do centro, este cânion impressionante abriga dezenas de habitações escavadas em penhascos de calcário, onde o povo indígena Sinagua viveu há mais de 800 anos.

- Sunset Crater Volcano: Um monumento nacional focado em um cone de cinzas vulcânicas de um milênio de idade, oferecendo trilhas fascinantes sobre rios de lava petrificada preta que contrastam com os pinheiros verdes.

Guia de Bolso para o Viajante

- Clima: Muito diferente do resto do Arizona. Verões amenos (média de 27°C) e invernos com muita neve (perfeito para esqui).
- Logística: Fica a apenas 90 minutos de carro do painel sul do Grand Canyon National Park, sendo a melhor base hoteleira da região.
- Cultura Local: Fortemente influenciada pela tribo Navajo e pela Universidade do Norte do Arizona (NAU), o que garante um ambiente jovem e artístico.

Seja para tomar uma cerveja local escutando o apito dos trens de carga na Rota 66, caminhar por ruínas nativas milenares ou simplesmente deitar em Buffalo Park para ver a Via Láctea cruzar o céu, Flagstaff prova que o Arizona sabe ser alpino, misterioso e fascinante.

 

Como chegar

Como Flagstaff está localizada nas montanhas do norte do Arizona, o trajeto para quem sai do Brasil envolve voos internacionais seguidos de um trecho doméstico ou de uma bela viagem de carro.

Aqui estão as principais e mais eficientes formas de chegar a :

1. Voando via Phoenix (A opção mais comum e prática)

A forma mais utilizada pelos viajantes é voar do Brasil para os Estados Unidos e fazer conexões até o Aeroporto Internacional Sky Harbor de Phoenix (PHX), o maior hub da região.

* O voo: Companhias como American Airlines, Delta, United e LATAM operam voos com conexão em Miami, Orlando, Atlanta, Houston ou Dallas, desembarcando em Phoenix.

De Phoenix para Flagstaff (O trecho final):

* Carro alugado: A viagem a partir de Phoenix leva cerca de 2 horas (aproximadamente 230 km). O trajeto é feito quase inteiramente pela rodovia Interstate 17 (I-17 North), uma subida cênica que sai do deserto repleto de cactos e entra nas florestas de pinheiros das montanhas.

* Translados/Shuttles:
Empresas como a Groome Transportation operam vans executivas diárias que fazem o trajeto direto do aeroporto de Phoenix até o centro de Flagstaff ou até o campus da universidade local.

2. Voando direto para Flagstaff (A opção mais rápida)

Se você prefere evitar dirigir na estrada ou pegar ônibus após um longo voo internacional, pode voar diretamente para o Aeroporto de Flagstaff Pulliam (FLG).

* Como funciona: É um aeroporto regional menor. Atualmente, a American Airlines opera voos comerciais diários conectando Flagstaff diretamente aos hubs de Phoenix (PHX) e Dallas/Fort Worth (DFW).

* Vantagem: Você já desembarca no coração da cidade montanhosa, a apenas 10-15 minutos do centro histórico.

3. De Trem (Para uma viagem nostálgica)

Para quem já está viajando pelos Estados Unidos e quer uma experiência diferenciada, Flagstaff possui uma estação ferroviária ativa em pleno centro histórico.

* A rota:
A linha Southwest Chief da Amtrak passa diariamente por Flagstaff, conectando a cidade diretamente a Chicago (a leste) e a Los Angeles (a oeste). É uma excelente opção para quem deseja apreciar as paisagens do sudoeste americano sem pressa.

Você pretende alugar um carro para aproveitar e conhecer cidades vizinhas como Sedona e o Grand Canyon, ou prefere fazer uma viagem focada apenas em transporte público e transfers?


sexta-feira, 29 de maio de 2026

O Efeito "Take It Easy": Como a Música e a Rota 66 Eternizaram Winslow, no Arizona

Crédito da foto: Visit Arizona

Na década de 1970, o desvio da Rota 66 pelas novas autoestradas interestaduais quase transformou Winslow em uma cidade-fantasma

Por redação Jacytan Melo Publicações
(com informações: Wikipedia, Real Seguro Viagem)


Recife, PE, Brasil (Ano XV) - No coração do deserto americano, uma pequena cidade de quase 10 mil habitantes prova que a nostalgia, o rock dos anos 70 e as ferrovias históricas são a receita perfeita para resistir ao tempo.
 

Se você fechar os olhos e pensar na mítica Rota 66, é provável que venham à mente imagens de postos de gasolina abandonados, desertos áridos e letreiros em neon piscando na noite americana. Mas se você estiver ouvindo o clássico do country rock "Take It Easy", lançado pelos Eagles em 1972, sua mente inevitavelmente vai parar em um cruzamento específico: 2nd Street com a Kinsley Avenue, em Winslow, Arizona.

A frase "Well, I'm a-standin' on a corner in Winslow, Arizona, and such a fine sight to see" (Bem, estou parado em uma esquina em Winslow, Arizona, e é uma bela visão) transformou uma pacata parada ferroviária em um dos pontos de peregrinação mais icônicos da cultura pop mundial.


O Cruzamento Mais Famoso do Sudoeste Americano

Crédito da foto: Travel Report

 Na década de 1970, o desvio da Rota 66 pelas novas autoestradas interestaduais quase transformou Winslow em uma cidade-fantasma. A salvação veio em forma de melodia. Escrita por Jackson Browne e Glenn Frey, a canção colocou a cidade de volta ao mapa de maneira permanente.

Hoje, o Standin' on the Corner Park capitaliza essa fama com maestria:

- A Estátua de Bronze: Uma escultura em tamanho real de um músico com seu violão (uma homenagem aos compositores da faixa).

- O Ford Flatbed: Uma picape Ford vermelha permanentemente estacionada na calçada, exatamente como descreve a letra da música ("It's a girl, my Lord, in a flatbed Ford, slowin' down to take a look at me").

- O Grande Escudo:
Um enorme emblema da Rota 66 pintado diretamente no asfalto do cruzamento, onde turistas disputam o melhor ângulo para uma selfie.


Muito Além dos Eagles: O Renascimento do La Posada
 

Crédito da foto: Booking.com

Embora a música seja o chamariz principal, Winslow guarda joias arquitetônicas que contam a história da expansão para o Oeste americano. A maior delas é o La Posada Hotel.

Construído em 1929 pela lendária arquiteta Mary Jane Colter para a Santa Fe Railroad, o hotel é considerado a última grande obra-prima da era de ouro das ferrovias americanas. Após quase ser demolido nos anos 90, o espaço foi totalmente restaurado e funciona hoje como um oásis de hospitalidade sul-africana, abrigando também o Affeldt Mion Museum, que exibe, entre outras relíquias, o maior tapete Navajo feito à mão do mundo.


Portão de Entrada para a História Nativa e Maravilhas Naturais

 

Clear Creek Reservoir - Crédito da foto: Visit USA Parks

Winslow não vive apenas de nostalgia automobilística e ferroviária. Sua localização geográfica a coloca na fronteira com as nações indígenas Hopi e Navajo, servindo de base para quem deseja explorar o passado ancestral da região.

Atrações

- Homolovi State Park: Sítios arqueológicos com ruínas de povoados dos ancestrais do povo Hopi. Distância cerca de 10 minutos

- Meteor Crater: A cratera de impacto de meteoro mais bem preservada do planeta. Distância cerca de  20 minutos

- Clear Creek Reservoir: Um desfiladeiro com águas calmas, ideal para caiaque e trilhas no deserto. Distância cerca de 15 minutos

O Charme da Americana que Recusa a Desaparecer
Crédito da foto: Snowdrift Art Space

Caminhar por Winslow hoje é fazer uma viagem no tempo. Entre lojinhas de souvenir que vendem relíquias da Rota 66, lanchonetes de estilo retrô (diners) e galerias de arte contemporânea como a Snowdrift Art Space, a cidade equilibra o orgulho de seu passado com uma energia artística pulsante.

Winslow ensina que, às vezes, tudo o que uma cidade precisa para turistar no imaginário do mundo é de uma boa estrada, um belo pôr do sol no deserto e três acordes bem tocados em um violão. Se você estiver cruzando o Arizona, diminua a velocidade, estacione e, como bem diz a música, take it easy.
 

Como chegar em Winslow Arizona

Chegar a Winslow é relativamente simples, já que a cidade fica às margens de uma das principais rodovias interestaduais dos Estados Unidos, a I-40 (que substituiu a antiga Rota 66).

Como a cidade não possui um aeroporto comercial de grande porte, a viagem quase sempre envolve uma combinação de voo + carro ou trem. Aqui estão as melhores opções:

Opção 1: Voar e Dirigir (A mais comum)

A forma mais prática para viajantes internacionais é voar até um aeroporto principal, alugar um carro e curtir as estradas do deserto.

* Via Phoenix (Aeroporto Sky Harbor - PHX): 
* Distância: Cerca de 300 km (2h45 de viagem).
* O trajeto: É uma viagem linda. Você sai de Phoenix pela I-17 North (subindo as montanhas em direção a Flagstaff) e depois pega a I-40 East direto para Winslow.


* Via Las Vegas (Aeroporto Harry Reid - LAS)
* Distância: Cerca de 470 km (4h15 de viagem).
* O trajeto: Ideal para quem quer estender a viagem. Você cruza a Represa Hoover pela US-93 South até Kingman e depois segue a I-40 East, passando por trechos históricos da Rota 66.


* Via Albuquerque, Novo México (ABQ):
* Distância: Cerca de 430 km (3h50 de viagem).
* O trajeto: Reta contínua pela I-40 West cruzando a divisa do estado direto para o Arizona.


Opção 2: De Trem (A mais charmosa)

Se você quiser uma experiência verdadeiramente nostálgica e cinematográfica, pode chegar a Winslow de trem. A Amtrak (a rede ferroviária americana) opera a famosa linha Southwest Chief, que viaja diariamente entre Chicago e Los Angeles.

* A Estação: O trem para exatamente na plataforma do histórico La Posada Hotel, no centro de Winslow.
* De onde partir: Você pode embarcar em Los Angeles (viagem noturna de aproximadamente 9 horas) ou em Albuquerque (cerca de 4 horas de viagem).

Opção 3: De Ônibus

A empresa Greyhound possui rotas que passam por Winslow. Geralmente, os ônibus partem de hubs maiores como Phoenix ou Flagstaff. É a opção mais econômica, embora menos flexível que o carro.

Dica de Roteiro

Se você estiver hospedado em Flagstaff (uma cidade base muito popular para quem vai ao Grand Canyon), Winslow fica a apenas 50 minutos de carro para o leste pela I-40. Dá para fazer um bate-volta perfeito em um único dia!

 

domingo, 14 de abril de 2013

Rota 66: um sonho possível de se realizar

Reprodução/Internet
A famosa Route 66 já serviu de enredo e cenário para muitos filmes de Hollywood como Easy Rider (Sem Destino) em 1969, com Peter Fonda e Bagdad Café, filme alemão de 1987, dirigido por Percy Adlon. As animações da Disney Carros 1 (2006) e 2 são os exemplos mais recentes. Ela começou oficialmente a funcionar após o término de sua construção em 11 de novembro de 1926. O início é no estado norte-americano de Illinois e passa por Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México e Arizona, tendo seu final na cidade de Santa Mônica, Califórnia.

Todo o percurso da rodovia vai do centro-oeste dos Estados unidos e corta praticamente o país em direção à costa oeste. Sua extensão chega aproximadamente aos 3.755 km. Fora esse gigantesco tamanho, a Rota também é considerada como algo muito importante na vida dos americanos, devido à ajuda que deu no desenvolvimento do país. Sua importância também cultural, histórica e turística já é reconhecida pelo governo norte-americano.

Reprodução/Internet
Uma das atrações existente as margens da rodovia é o Cadillac Ranch (Fazenda do Cadillac), uma escultura localizada em Amarillo, no Texas (EUA), criada em 1974, por Chip Lord, Hudson Marquez e Doug Michels, que foram membros do grupo de arte Ant Farm. A escultura é constituída de dez modelos de automóveis da marca Cadillac.

FICOU COM VONTADE DE IR?

Saiba que esta aventura de percorrer toda Rota 66 pode se tornar realidade se você estiver disposto a pagar pelos pacotes turísticos oferecidos por agências de viagens. Existem empresas especializadas do Sul e Sudeste do Brasil que já tem a Rota 66 como um dos destinos mais procurados.

Reprodução/Internet
A média de preço por pessoa gira em torno de R$ 10 mil a 16 mil (preço cotado em 2013), estando incluso hospedagem em hotéis, aluguel de uma moto Harley-Davidson com tanque cheio (deixando a sua aventura com cara de Hollywood).

Neste tipo de pacote turístico, os 3.755 km são percorridos em cima de uma Harley. Durante cerca de 15 dias, os motociclistas vão avançando na estrada e fazendo uma parada nas cidades para pernoite. Além de desfrutar das belezas do oeste norte-americano em cima de uma Harley, ainda é possível ver as atrações turísticas presentes nas cidades visitadas. O caminho dessa aventura é só de ida. Quando se chega à reta final, é hora de voltar direto para casa no avião.




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